sexta-feira, 10 de abril de 2009

E viva a privatização!!!

Jornal Extra, dia 10/04/2009.

E tem gente que diz que privatizar melhora a qualidade dos serviços....


Barcas admite problemas, dá ônibus como opção e governo não age após tumulto na Praça XVMarcelo Dias - Extra


RIO - Pela primeira vez desde a sua privatização, em 1998, a Barcas S/A admite que navega em meio ao caos e emite um alerta aos passageiros, que tumultos como o de anteontem na estação da Praça XV poderão se repetir. O superintendente da concessionária, Flávio Almada, dá duas opções aos usuários: esperar uma hora na fila para embarcar ou ficar o dobro desse tempo dentro de um ônibus para chegar a Niterói. Por ironia, a sócia majoritária do consórcio que controla a Barcas é a Auto Viação 1001.
Ontem, o governador Sérgio Cabral informou que trataria do assunto na segunda-feira - após o feriado - com o secretário de Transportes, Julio Lopes. Em viagem, o titular da pasta não foi localizado, mas mandou abrir uma sindicância para investigar o caso. Até agora, não se cogitou punir a concessionária pela confusão na Praça XV, quando passageiros demoraram até uma hora e meia para viajar e vândalos depredaram a estação e embarcações.
Há dois anos, o governador determinou que se abrisse uma licitação para uma linha de catamarãs na travessia entre Rio e Niterói, para que a Barcas S/A tivesse concorrentes. Ficou na promessa. Dirigente admite caos
Na Assembleia Legislativa, o deputado Gilberto Palmares (PT), presidente da CPI das Barcas, já propôs a Cabral que intervenha no assunto, exigindo o cumprimento da oferta mínima de 10 mil lugares nas embarcações nos horários de rush e a volta dos aerobarcos na linha Rio-Niterói.
- Estamos no caos - admite Flávio Almada, que assumiu o comando da Barcas há um mês. Sem milagre
À frente do timão da responsabilidade, Almada diz que a empresa chegou ao seu limite após investir R$ 250 milhões na compra e reforma de dez embarcações e construção de duas estações (Charitas e Cocotá). Sem verba para novas aquisições, o superintendente deixa um conselho:
- Nesse interregno, o cidadão precisa saber que a barca não é milagrosa. Não vai ter (mais) barca. Ou fica duas horas num ônibus ou fica 20 minutos, meia hora, uma hora na fila. É opção dele. A barca atravessa em 14 minutos. Em véspera de feriado, ele vai esperar uma hora se quiser. E sem vandalismo. Ou vai ficar duas horas na fila.

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